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The Void toma conta de Thunderbolts: o vilão mais assustador da Marvel chega ao cinema

The Void toma conta de Thunderbolts: o vilão mais assustador da Marvel chega ao cinema
Por marcus williford 30 ago 2025

Um vilão que nasce dentro da cabeça do herói e engole Nova York em trevas. Essa é a carta que a Marvel decidiu jogar em Thunderbolts: The Void, a face destrutiva do Sentry, chega para mudar o tom do Universo Cinematográfico da Marvel. Não é um tirano espacial. Não é um gênio do crime. É a própria sombra do protagonista ganhando corpo e voz.

O personagem vem com um pacote que a Marvel raramente explora no cinema: trauma, saúde mental e medo do próprio poder. No trailer, um gesto rápido transforma pessoas em sombras, enquanto a cidade apaga como uma lâmpada. O recado é claro: enfrentar The Void exige mais do que força bruta.

Quem dá vida a Robert “Bob” Reynolds, o Sentry, é Lewis Pullman. Ele já mostrou alcance dramático em Bad Times at the El Royale e roubou cenas em Top Gun: Maverick. Aqui, ele precisa jogar em dois lados: o herói que todos querem salvar e o inimigo que ninguém consegue parar.

Quem é The Void e por que ele assusta tanto

Nos quadrinhos, Sentry surgiu como uma espécie de “e se o Superman carregasse um segredo impossível?”. Bob Reynolds tomou um soro experimental que lhe deu força descomunal, voo e manipulação de energia. Só que o mesmo acidente também gerou The Void, uma entidade que encarna seus impulsos mais sombrios. É o espelho torto do herói, sempre esperando uma brecha para tomar o controle.

Esse vínculo psíquico transforma The Void em algo mais perigoso do que um vilão comum. Ele não chega de fora; ele vaza de dentro. O resultado é um antagonista com três frentes: poder físico absurdo, domínio de sombras e um efeito psicológico que corrói o próprio Sentry. Em tela, isso aparece como um horror de atmosfera: ruas que somem na escuridão, corpos que viram espectros, um silêncio pesado antes do impacto.

Nos gibis, a escala é brutal. Em arcos como Siege, o Sentry/The Void chega a destruir Asgard. Em outras fases, a solução radical foi apagar a memória do herói para cortar o vínculo com sua sombra. Reed Richards, Doutor Estranho e outros pesos pesados já tentaram esse caminho. Nem sempre dá certo. E é aí que o filme encontra uma saída narrativa interessante: vencer pode significar curar, não derrubar.

O conceito também conversa com uma tendência recente do próprio MCU. Tony Stark lidou com ansiedade e TEPT em Homem de Ferro 3. WandaVision tratou do luto como motor de poder. Moon Knight mergulhou em identidade e trauma. The Void empurra esse movimento para o extremo: o vilão é o sintoma.

Outra peça que amplia o terror é a forma como The Void manipula luz e sombra. Isso bagunça distância, percepção e tempo de reação. Como lutar quando o chão vira breu e seu inimigo está em todos os cantos? Mesmo comparado a Thanos, a ameaça muda de natureza. Não é uma batalha de exército contra exército. É um colapso que começa na mente e se materializa no ambiente.

O que o filme promete e como o time pode vencer

O que o filme promete e como o time pode vencer

A equipe de anti-heróis foi montada para missões sujas e dilemas morais espinhosos. Agora, eles encaram o espelho. Cada um carrega culpa, perda ou coisa mal resolvida. É a pior combinação possível quando o adversário fareja rachaduras internas.

  • Yelena Belova, a Viúva Negra (Florence Pugh): humor ácido como armadura e uma bússola ética própria.
  • Soldado Invernal, Bucky Barnes (Sebastian Stan): trauma de guerra e décadas de controle mental, mas também um raro senso de responsabilidade.
  • Guardião Vermelho (David Harbour): força bruta, ego inflado e uma necessidade de provar valor.
  • Agente Americano, John Walker (Wyatt Russell): impulsivo, eficaz, sempre a um passo de explodir.
  • Taskmaster (Olga Kurylenko): reflexo programado, técnica impecável, identidade ainda em reconstrução.
  • Ghost (Hannah John-Kamen): instável no corpo e no afeto, perfeita para infiltração, vulnerável a gatilhos.

O filme é dirigido por Jake Schreier, com roteiro de Eric Pearson e Joanna Calo. E quase foi outro filme. Em rascunhos iniciais, John Walker seria o antagonista, manipulado por Valentina Allegra de Fontaine com a história de que seu soro estava “perdendo efeito”. A mudança para The Void virou a chave: a trama deixa a ação trivial e parte para um quebra-cabeça emocional. O inimigo não se derruba num terceiro ato de socos. Ele se desarma.

A grande pista está na própria história do Sentry: quando a pancadaria falha, entra a memória. Cortar a conexão de Bob com sua entidade sombria — por reprogramação, hipnose, tecnologia ou um gatilho emocional — pode ser a única brecha. Não é bonito. Não é simples. E carrega custo humano. Apagar traumas pode salvar vidas, mas também detona quem a pessoa é.

Estratégias possíveis que cabem no repertório da equipe:

  • Confinamento de luz: tecnologia para saturar o ambiente e neutralizar as sombras de The Void.
  • Isolamento sensorial: cortar estímulos que alimentam a entidade e dar tempo para intervenção psicológica.
  • Âncoras emocionais: usar vínculos do Bob — vozes, memórias, objetos — como linha de retorno quando o Void assume.
  • Dividir e confundir: Ghost e Taskmaster podem testar padrões de resposta do Void e achar rotas de falha.

O trailer já sugere o tamanho do problema. Nova York escurece como se alguém desligasse o céu. Pedestres viram manchas. O som corta. É o tipo de terror que não pede monstros gosmentos para dar medo. O pânico vem do que você não enxerga e do que não controla. Isso exige direção segura nos detalhes: silêncios, foco nos rostos, distorção de luz, corte seco no momento exato.

Lewis Pullman tem um papel ingrato e potente: precisa convencer como ícone e como rachadura. Quando o herói é o monstro, tudo depende do rosto dele segurar a dualidade. Se ele cai, a trama vira efeito visual. Se ele acerta, The Void ganha peso de tragédia, não só de destruição.

Valentina Allegra de Fontaine (Julia Louis-Dreyfus) segue como a grande articuladora. Ela monta a equipe, muda peças, mente quando precisa. Nesse tabuleiro, qualquer promessa de “redimir” Bob pode virar moeda de troca. A presença dela ajuda a empurrar o filme para tons de thriller político, mesmo com o terror psicológico no centro.

Comparações com Thanos vão surgir, inevitável. A régua do MCU costuma ser quantos prédios caem e quantas linhas do tempo quebram. The Void propõe outra métrica: quanto de você sobra depois da luta. Se o desafio é salvar Bob de si mesmo, a vitória tem gosto agridoce. Vale a pena ganhar assim? A equipe de anti-heróis é a melhor para carregar esse peso, porque nenhum deles é “puro”. Eles entendem o erro, o atalho, o arrependimento.

O texto de Pearson e Calo sinaliza essa ambição. Escolher The Void foi assumir que a cena mais importante talvez não seja a maior explosão, e sim a conversa certa na hora certa. Não é abandonar a ação. É escolher quando usar e quando recuar. Com isso, o filme se distancia da fórmula fácil e tenta atingir um espaço de tensão mais adulto.

Para quem acompanha os quadrinhos, há outras portas que podem se abrir. The Void já foi tratado como uma entidade quase mítica, um “anjo da morte” ligado a surtos de catástrofe. Em algumas linhas, ele reage a gatilhos específicos, em outras é puro desequilíbrio do Bob. O MCU deve simplificar, mas guardar essa ambiguidade ajuda a manter o bicho imprevisível — e assustador.

A escala de poder também promete cenas complicadas para o time. Quando o chão vira sombra, Bucky perde referência de alvo. Quando a luz falha, Yelena não lê a sala. Walker pode se irritar e virar problema interno. Ghost é a única que navega bem no caos, mas sua instabilidade pode piorar ao contato com a energia do Void. É o tipo de coreografia que exige precisão para parecer caótica sem virar bagunça.

Logisticamente, a ameaça pede um plano em camadas: contenção, distração, intervenção mental e extração. Dá para imaginar o grupo trabalhando em quadrantes, com Valentina monitorando métricas energéticas, enquanto alguém tenta puxar Bob de volta por comunicação em tempo real. Se der errado, plano B: evacuação e blackout total de área.

Não falta material para a direção brincar com linguagem. Ruído branco virando trilha. Letreiros urbanos apagando um a um. Reflexos que não batem com o movimento. Pequenos truques que comunicam que a realidade está “falhando” perto do Void. Isso cria o clima certo para um terror que conversa com super-herói sem virar filme de susto gratuito.

A aposta é corajosa no calendário da Marvel. Em vez de construir outro vilão que junta tropa e faz discurso de dominação, o estúdio escolhe o mal que você leva por dentro. É um risco narrativo, mas também um jeito de arejar a franquia e falar com um público que já viu a cidade cair mil vezes.

A data está marcada: 2 de maio de 2025. Até lá, espere mais pistas sobre o papel de cada membro, a amplitude dos poderes do Sentry e — quem sabe — se o MCU vai tentar a rota da memória como chave de virada. Uma coisa ficou nítida desde já: Thunderbolts não quer só outra batalha grandona. Quer o incômodo de olhar para dentro e ver o que te encara de volta.

  • agosto 30, 2025
  • marcus williford
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