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Câmara aprova proibição de voto para presos provisórios, alterando constituição de 1988

Câmara aprova proibição de voto para presos provisórios, alterando constituição de 1988
Por marcus williford 21 nov 2025

A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 18 de novembro de 2025, uma emenda que muda uma das bases mais antigas da democracia brasileira: o direito de voto para presos provisórios. Por 349 votos a favor, 40 contrários e uma abstenção, os deputados alteraram o Código Eleitoral para barrar o voto de qualquer pessoa detida — mesmo que ainda não tenha sido condenada. A medida, proposta pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), foi incorporada ao Projeto de Lei 5.582/2025 (PL Antifacção) e agora segue para o Senado Federal. O texto, se aprovado, derruba um princípio da Constituição de 1988 que, por mais de 37 anos, protegeu a presunção de inocência. E isso não é só uma mudança técnica. É uma virada ideológica com impacto real: mais de 209 mil pessoas em prisão provisória no Brasil, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023, perderão o direito de escolher seus líderes — mesmo que nunca tenham sido julgadas.

Um direito que existia por princípio, não por favor

Desde a redemocratização, o Brasil manteve uma postura rara no mundo: presos provisórios votavam. Não porque o Estado facilitava, mas porque a Constituição garante que ninguém é culpado até que uma sentença final, irrecorrível, seja proferida. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamentou isso em 2010, com a Resolução nº 23.315, que obrigava a instalação de seções eleitorais em presídios com pelo menos 20 eleitores. Em 2024, mais de 6.000 presos provisórios votaram nas eleições municipais. Não era um número grande, mas era simbólico. Significava que, mesmo atrás das grades, alguém ainda era considerado cidadão. Agora, esse símbolo desaparece.

“É uma regalia”, diz Van Hattem — e outros concordam

Marcel Van Hattem foi claro: “Não faz sentido a pessoa que está afastada do convívio social decidir nas urnas o futuro da sociedade.” Para ele, o voto exige liberdade e autonomia — coisas que, segundo ele, não existem na prisão. A emenda argumenta que a suspensão não é pena, mas “reconhecimento de um limite fático e moral da cidadania”. Curiosamente, o texto também justifica a mudança com razões práticas: reduzir custos de segurança e logística para transportar mesários e urnas para presídios. Mas a conta não bate. Em 2024, o TSE gastou cerca de R$ 1,2 milhão para operar 217 seções em unidades prisionais. Menos de 0,01% do orçamento eleitoral total. Será que o que está em jogo é mesmo o custo?

Um voto político? A acusação de Lindbergh Farias

Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, votou a favor — mas com uma ressalva pesada: “Vamos votar ‘sim’ sabendo que é inconstitucional.” E então veio a bomba: “Parece que o Partido Novo já abandonou Bolsonaro. Agora quer tirar o voto dele.” A acusação é delicada, mas não sem fundamento. Jair Bolsonaro está preso provisoriamente desde abril de 2024, sob investigação por suposto financiamento ilegal de campanhas e ameaça à democracia. Se a emenda for aprovada no Senado, ele não poderá votar — nem mesmo se candidatar, caso seja solto antes das eleições de 2026. O fato de 13 deputados do PT, incluindo Benedita da Silva e Alencar Santana, terem apoiado a medida, mostra que a divisão não é apenas entre partidos, mas entre princípios e oportunidades políticas.

Quem ganha e quem perde com essa mudança

Quem ganha e quem perde com essa mudança

O impacto é desigual. A maioria dos presos provisórios no Brasil são homens negros, pobres, sem escolaridade completa — e muitos presos por crimes menores, como tráfico ou furto. Eles não têm recursos para recursos jurídicos longos. São os mais vulneráveis à morosidade da Justiça. Por outro lado, os presos políticos, como Bolsonaro, têm acesso a equipes de advogados de elite, e sua prisão é um caso de alta visibilidade. A emenda, portanto, atinge em cheio os mais fracos — e pode ser usada como ferramenta para silenciar oposição. É uma mudança que, em nome da ordem, enfraquece a democracia. O próprio TSE já alertou em 2020 que qualquer restrição ao voto de presos provisórios “desconfigura o núcleo da cidadania”.

O que vem a seguir: o Senado e a Constituição

A próxima batalha será no Senado Federal, onde a votação está marcada para 27 de novembro de 2025. Lá, o texto enfrentará resistência de juristas, defensores dos direitos humanos e até alguns senadores de partidos de centro. A questão não é apenas política — é jurídica. A emenda viola o artigo 15 da Constituição, que só permite a suspensão dos direitos políticos após condenação transitada em julgado. Se for aprovada, será imediatamente questionada no Supremo Tribunal Federal. O STF já decidiu, em 2012, que a prisão provisória não afeta o direito de votar. E, em 2021, reafirmou que “a privação da liberdade não implica na perda da cidadania”. A luta não acaba na votação do Senado. Ela só começa.

Um precedente perigoso

Um precedente perigoso

O Brasil não é o único país a discutir esse tema. Nos Estados Unidos, estados como Florida e Iowa já tiveram leis que impediam ex-presidiários de votar — e foram derrubadas por tribunais. Na Alemanha, a Corte Constitucional decidiu em 2019 que a suspensão do voto só é legítima se a pena for superior a dois anos. Mas aqui, a mudança vai além: não se trata de condenados, mas de acusados. Isso abre a porta para que, no futuro, qualquer pessoa detida por investigação — mesmo sem prisão — possa ser excluída do processo eleitoral. É um passo para uma democracia de segunda classe. E o pior: foi aprovado em regime de urgência, sem audiências públicas, sem debate profundo. A sociedade mal teve tempo de reagir.

Frequently Asked Questions

Como isso afeta os presos provisórios que ainda não foram julgados?

Mais de 209 mil pessoas atualmente detidas sem condenação final perderão automaticamente o direito de votar. O cancelamento do título de eleitor será feito pelo TSE assim que a prisão for registrada. Isso significa que, mesmo que sejam inocentes, não poderão escolher prefeitos, vereadores ou presidentes. A justificativa de que a prisão provisória é temporária não importa: o direito é suspenso por definição, não por decisão judicial.

Essa emenda é constitucional?

Na visão da maioria dos juristas, não é. A Constituição de 1988, no artigo 15, só permite a suspensão dos direitos políticos após sentença transitada em julgado. O Supremo Tribunal Federal já decidiu isso em 2012 e reafirmou em 2021. A emenda, portanto, é claramente inconstitucional e será derrubada pela Corte, caso seja sancionada. O que está em jogo é o poder do Legislativo de alterar direitos fundamentais sem revisão judicial.

Por que o Partido Novo está apoiando isso?

Além da justificativa oficial de redução de custos, há uma leitura política: o Partido Novo, que já se distanciou de Bolsonaro, pode estar tentando se posicionar como “anti-corrupção” e “anti-impunidade”. Tirar o voto de presos provisórios — especialmente de figuras como Bolsonaro — é uma forma de mostrar força contra o que chamam de “privilégios”. Mas o efeito colateral é a erosão de direitos de milhões de pobres e negros, que não têm acesso a advogados caros.

Quem mais votou a favor da emenda além do Partido Novo?

A emenda teve apoio transversal: deputados do PL, União, PT e até da bancada feminina, como Benedita da Silva. Isso mostra que o tema não divide apenas ideologicamente, mas também por pragmatismo político. Muitos parlamentares temem ser rotulados como “pro-criminosos” se votarem contra. O resultado é uma aprovação que reflete mais o clima de medo do que um debate sério sobre direitos civis.

O que acontece se o Senado aprovar e o presidente sancionar?

A lei entrará em vigor imediatamente, mas será contestada no Supremo Tribunal Federal por meio de ações diretas de inconstitucionalidade. O TSE terá de cancelar automaticamente os títulos de eleitores em presídios. As eleições de 2026 serão as primeiras sem voto de presos provisórios — e provavelmente as primeiras a serem questionadas pela ONU e pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos por violação de tratados internacionais assinados pelo Brasil.

Há precedentes históricos dessa mudança no Brasil?

Nunca antes na história da democracia brasileira o voto foi retirado de pessoas sem condenação final. Durante a ditadura militar, a cassação de direitos políticos era comum — mas sempre com justificativa de “segurança nacional”. Agora, a justificativa é de “ordem pública” e “custo operacional”. É um retrocesso disfarçado de eficiência. A Constituição de 1988 foi feita para evitar exatamente isso: que o Estado use a prisão como instrumento de exclusão política.

Tags: voto proibido presos provisórios Câmara dos Deputados Brasil presunção de inocência
  • novembro 21, 2025
  • marcus williford
  • 20 Comentários
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RESPOSTAS

EDMAR CALVIS
  • EDMAR CALVIS
  • novembro 23, 2025 AT 01:57

Isso aqui não é uma mudança legal, é um golpe de estado silencioso. A Constituição de 1988 foi feita pra proteger justamente quem não tem voz - e agora, em nome de uma suposta 'ordem', estão tirando o direito de quem ainda não foi julgado. Isso não é justiça, é vingança institucionalizada. O artigo 15 não é sugestão, é mandamento. E o STF já decidiu isso duas vezes. Quem acha que isso é só sobre custo está mentindo pra si mesmo.

Jonatas Bernardes
  • Jonatas Bernardes
  • novembro 23, 2025 AT 23:34

KKKKKKKKKKKKKKKKK quem é que tá achando que preso provisório é cidadão? Sério? Se tá preso, tá fora da sociedade. Vota? Tá brincando? A gente tem que cuidar dos que pagam imposto, não dos que roubam e depois pedem pra votar! 😂

Rodrigo Serradela
  • Rodrigo Serradela
  • novembro 25, 2025 AT 22:40

Entendo o ponto de vista de quem defende a mudança, mas não podemos ignorar o princípio da presunção de inocência. É um pilar da democracia. Se a gente começa a suspender direitos por suspeita, onde paramos? Acho que precisamos de um debate mais profundo, não de uma votação em regime de urgência. A sociedade merece mais que isso.

yara alnatur
  • yara alnatur
  • novembro 27, 2025 AT 15:00

Esse país tá virando um reality show de ódio com direito a voto. Eles tiram o direito de 209 mil pessoas - a maioria negra, pobre, sem advogado - pra mandar uma mensagem que nem precisa ser dita: 'você não conta'. E o pior? Tudo disfarçado de 'eficiência'. O custo foi R$1,2 milhão? Poderiam ter feito um mural com fotos dos votantes e chamado de 'arte cívica'. Mas não, preferem apagar rostos. Que elegância.

Jefferson Ferreira
  • Jefferson Ferreira
  • novembro 27, 2025 AT 19:58

Se a gente quer uma democracia verdadeira, ela precisa incluir até os que estão presos. Não porque são inocentes - mas porque a Justiça ainda não decidiu. A prisão provisória não é condenação. É um estado de espera. E nesse estado, a cidadania não se apaga. Se tiramos o voto deles, estamos dizendo que a dignidade humana depende de liberdade física. E isso é perigoso. Muito perigoso.

João Armandes Vieira Costa
  • João Armandes Vieira Costa
  • novembro 28, 2025 AT 14:06

lol preso vota? brasil mesmo. acho q o tse deveria mandar urna com o nome do bolsonaro em cima. pra ele nao esquecer de onde ta. 🤡

Beatriz Avila
  • Beatriz Avila
  • novembro 30, 2025 AT 13:31

Isso aqui é o início do plano da Nova Ordem Mundial. Eles querem controlar o voto por meio da prisão preventiva - e já estão preparando o terreno pra eleições fraudulentas em 2026. O TSE já é suspeito, o STF tá comprometido, e agora eles tiram o voto dos 'inocentes' pra esconder o que realmente está acontecendo. Ainda não perceberam? Isso é o começo da ditadura digital. 🚨

Joana Elen
  • Joana Elen
  • dezembro 2, 2025 AT 11:09

Se você é preso provisório, já é culpado. Só não tem sentença ainda porque a justiça é lenta - e isso é culpa de quem? Dos que defendem os criminosos. Você acha que um traficante que mata por dinheiro merece votar? Não. E nem precisa de um debate. É óbvio. Eles só querem confundir a opinião pública com direitos humanos de luxo.

alcides rivero
  • alcides rivero
  • dezembro 3, 2025 AT 12:50

Brasil é um país de vagabundo que quer votar de presídio. Se tá preso, tá fora da sociedade. Ponto. Não tem direito de escolher presidente, nem prefeito, nem nada. A gente tá cansado de dar mimos pra bandido. Se quiser votar, saia da cadeia e pague a conta. Senão, cala a boca e espera a sentença. Essa é a lógica do mundo real, não do discurso de direitos humanos de faculdade.

RONALDO BEZERRA
  • RONALDO BEZERRA
  • dezembro 3, 2025 AT 13:42

A aprovação desta emenda, embora tecnicamente legítima no âmbito legislativo, representa uma violação estrutural do princípio da legalidade constitucional, conforme consagrado pelo artigo 5º, inciso LII, e artigo 15 da Constituição Federal de 1988. A suspensão de direitos políticos sem condenação transitada em julgado é incompatível com o Estado Democrático de Direito, e sua implementação, se ocorrida, configuraria um precedente jurídico pernicioso, susceptível de gerar efeitos cascata na jurisprudência nacional e internacional.

Talita Marcal
  • Talita Marcal
  • dezembro 5, 2025 AT 02:29

É fundamental que a gente lembre: direitos políticos não são privilégios. São a essência da cidadania. E quando a gente exclui alguém desse direito, mesmo que por 'motivos práticos', estamos criando uma sociedade de dois níveis - os que podem e os que não podem. Isso não é eficiência. É desumanização. E não podemos nos calar. Precisamos de mais mobilização, mais conscientização, mais pressão sobre o Senado. Não podemos deixar isso passar.

Lilian Wu
  • Lilian Wu
  • dezembro 6, 2025 AT 12:18

OH MEU DEUS. Eles estão tirando o voto dos presos provisórios?! Isso é pior que a ditadura! Eles vão virar fascistas de verdade agora?! Bolsonaro vai ser o primeiro a sofrer com isso?! E se a gente começar a tirar o voto de quem tem dívida? De quem não paga IPVA?! DE QUEM NÃO VOTA?!?!?!?!?!?!?!?!

Luciana Ferri
  • Luciana Ferri
  • dezembro 7, 2025 AT 13:00

Na verdade, o que isso mostra é que o PT tá se alinhando com o Novo pra se livrar do Bolsonaro. É política, não justiça. E o pior: os mesmos que gritavam 'direitos humanos' agora ficam quietos. Onde está a defesa da presunção de inocência agora? Só quando interessa. É tudo muito conveniente.

Guilherme Peixoto
  • Guilherme Peixoto
  • dezembro 8, 2025 AT 18:10

Imagine só: 209 mil pessoas que nunca foram julgadas, mas já foram excluídas do processo democrático. E o pior? A maioria é negra, pobre, e mora na periferia. Isso não é uma mudança de lei. É um mapa de quem o sistema considera 'digno' de participar. E a gente tá deixando isso passar? Será que alguém vai se lembrar disso nas eleições de 2026? Ou será que a gente já tá acostumado a ver desaparecimento de direitos?

michele paes de camargo
  • michele paes de camargo
  • dezembro 9, 2025 AT 20:41

Eu acho que a gente precisa entender que a prisão provisória não é um castigo, é uma medida cautelar. E se a gente começa a punir antes da condenação, onde termina o abuso? Acho que o que estamos vendo aqui é um reflexo da ansiedade da sociedade com a violência - mas a solução não é tirar direitos, é melhorar a Justiça. Mais juízes, mais defensores públicos, menos burocracia. Não é apagar os votos que vai resolver.

Adê Paiva
  • Adê Paiva
  • dezembro 10, 2025 AT 20:56

Essa é a nossa democracia? Um jogo de xadrez onde os peões são os pobres e os reis são os políticos? Se a gente permite que um homem preso sem julgamento perca o voto, então a gente já perdeu a alma. Não é sobre Bolsonaro. É sobre quem você é quando ninguém está olhando. E agora, o Brasil está mostrando.

Glenio Cardoso
  • Glenio Cardoso
  • dezembro 11, 2025 AT 13:12

Essa emenda é um espetáculo de hipocrisia. Vocês acham que tirar o voto de um traficante resolve o problema? Não. Mas tirar o voto de 209 mil pessoas? Isso resolve a sua consciência. E é isso que importa, não a Justiça. O que vocês querem é um inimigo fácil, um bode expiatório. E os pobres? Eles são só estatística. E agora, vão ser silenciados. Parabéns. Vocês são os heróis da nova ordem.

Nova M-Car Reparação de Veículos
  • Nova M-Car Reparação de Veículos
  • dezembro 12, 2025 AT 00:46

Se o cara tá preso, tá fora da sociedade. Ponto. Votar é um privilégio de quem vive livre. Não é direito humano, é privilégio. E se o Bolsonaro tá preso, melhor ainda. Ele não vai poder votar nem se candidatar. E isso é bom. A sociedade tá cansada de ver criminoso com direito a voto. Isso aqui é justiça. Não é perseguição. É limpeza.

Camila Lasarte
  • Camila Lasarte
  • dezembro 13, 2025 AT 18:46

Essa emenda é um ato de coragem. A democracia não é para quem está atrás das grades. É para quem trabalha, paga imposto e vive na lei. Tirar o voto de presos provisórios é restabelecer a hierarquia natural da sociedade. Quem desrespeita a lei não merece participar da escolha dos que a fazem. E se isso prejudicar Bolsonaro? Ótimo. Ele já perdeu o direito de ser respeitado. Agora, perde o direito de votar. E serve de exemplo.

EDMAR CALVIS
  • EDMAR CALVIS
  • dezembro 15, 2025 AT 07:56

Reparem: o argumento de custo foi inventado depois. O orçamento é ínfimo. O que realmente importa é que essa mudança serve a um único propósito: silenciar a oposição. E não importa se o preso é um traficante ou um ex-presidente. O princípio é o mesmo. E quando o princípio cai, todos caem. A Constituição não é um manual de conveniência. É o alicerce. E estamos cavando ele com a própria mão.

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