Notícias Diárias Brasil
  • Alessandra Negrini
  • Enguia no intestino
  • Kitty Menendez
  • Vilão The Void

CPMI do INSS rejeita convocação de Lulinha e Jorge Messias em votação apertada

CPMI do INSS rejeita convocação de Lulinha e Jorge Messias em votação apertada
Por marcus williford 5 dez 2025

A CPMI do INSS encerrou sua última sessão antes do recesso de fim de ano com uma decisão que pode definir o rumo da investigação: por 19 votos a 12, rejeitou a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e por 19 a 11, a de Jorge Messias, advogado-geral da União e nomeado para o Supremo Tribunal Federal. A sessão, realizada em 4 de dezembro de 2025 no plenário 3 da Ala Nilo Coelho, em Brasília, foi marcada por tensão, acusações cruzadas e um claro recado: a base governista não permitirá que a comissão se torne um palanque eleitoral.

Um requerimento que não resistiu à realidade política

O pedido para ouvir Lulinha veio do deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), líder da oposição na comissão. Ele alegou que uma testemunha sigilosa, que teria participado do esquema de fraudes, afirmou que Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", repassava R$ 300 mil por mês ao filho do presidente Lula. A informação, segundo Van Hattem, teria sido confirmada por registros do Coaf, que detectou transferências de R$ 8,4 milhões de uma empresa suspeita para Ricardo Bimbo, dirigente petista, que, por sua vez, pagou um boleto ao contador de Lulinha.

Mas aqui está o ponto crucial: ninguém apresentou prova direta de que Lulinha sabia, autorizou ou beneficiou-se desses valores. A conexão é indireta, fragmentada. E a base governista, com 19 dos 31 votos na CPMI, não se deixou levar pela narrativa sensacionalista. "Não vamos transformar a comissão em arena para disputas eleitorais que nada têm a ver com a fila do INSS", disse um integrante da base governista, citado pelo Horadopovo.com.br.

Por que Jorge Messias virou alvo?

Enquanto Lulinha era o nome da moda nas redes, o requerimento contra Messias surgiu como um contra-ataque mais técnico, mas igualmente estratégico. O senador Magno Malta (PL-ES) acusou a Advocacia-Geral da União de ter bloqueado bens de 12 empresas de fachada envolvidas no esquema — mas omitido o Sindnapi, sindicato cujo vice-presidente é Frei Chico, irmão do presidente Lula.

A resposta da base governista foi direta: a AGU atuou dentro da lei. E o fato de uma entidade ter sido excluída do bloqueio não prova má-fé — pode ser falta de evidência, erro técnico ou até mesmo uma disputa jurídica em andamento. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) foi categórica: "É mais uma tentativa, mais uma, da oposição de desviar o foco da investigação, de confundir a opinião pública. O ministro Messias merece todo o nosso respeito."

A verdadeira prioridade: as filas que ninguém quer ver

Enquanto a oposição tentava criar escândalos, a CPMI continuou seu trabalho técnico. Aprovou a convocação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), para esclarecer vínculos da empresa Zema Crédito com contratos do INSS. Rejeitou, porém, convocações de Leila Pereira, presidente do Palmeiras e executiva do Banco Crefisa, e de diretores do Santander, C6 Bank e PicPay — todos alvos de especulações sem base concreta.

O foco real continua sendo o que sempre foi: o esquema que desviou R$ 6,3 bilhões de benefícios previdenciários por meio de sindicatos e associações que descontavam mensalidades de aposentados sem autorização. Em outubro de 2025, havia 1,242 milhão de requerimentos acumulados. Em novembro, eram 1,15 milhão apenas de aposentadorias e auxílios-doença pendentes. Isso é o que afeta milhões de brasileiros. Isso é o que importa.

Prorrogação e o fim da estratégia política da oposição

O presidente da CPMI, Carlos Viana (PSD-MG), anunciou que pedirá prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias, estendendo o prazo de encerramento de 15 de março de 2026 para maio de 2026. "Nós não vamos dar conta de ouvir todo mundo que deveria apenas com o prazo atual", disse ele. A justificativa é técnica — e inevitável. Já foram ouvidas 47 testemunhas, incluindo o ex-coordenador-geral de Benefícios por Incapacidade do INSS, Vinícius de Souza, conduzido coercitivamente em 28 de novembro.

O relator, deputado Jhonatan de Jesus (PL-RR), revelou que quatro depoentes receberam R$ 10 milhões em repasses irregulares — mas não foi revelado quem são. Ainda há muito a desvendar. E a oposição, com seus requerimentos rejeitados, perdeu o principal instrumento para tentar desgastar o governo: a convocação de figuras políticas de alto impacto.

O que vem a seguir?

A CPMI agora avança com calma, mas com firmeza. O próximo passo é analisar os relatórios de auditoria interna do INSS, cruzar dados com o Tribunal de Contas da União e ouvir os gestores que assinaram os contratos de terceirização. O relatório final, previsto para maio, pode resultar em denúncias criminais, cassações de mandatos e até mudanças estruturais na previdência.

A oposição tentou transformar a CPMI em um tribunal de opinião. Não deu certo. O que sobrou foi uma investigação séria, focada no que realmente importa: o direito dos aposentados de receberem o que lhes é devido — e sem filas.

Frequently Asked Questions

Por que a convocação de Lulinha foi rejeitada se há indícios de pagamentos?

A rejeição ocorreu porque, apesar das suspeitas, não há prova direta de que Lulinha tenha recebido ou beneficiado-se dos valores. As informações vêm de testemunhas sigilosas e transferências indiretas, sem ligação concreta. A base governista argumentou que isso não configura crime nem está dentro do escopo da CPMI, que investiga fraudes operacionais, não supostas relações familiares.

O que a AGU fez de errado, segundo a oposição?

A oposição alega que a AGU bloqueou bens de 12 empresas envolvidas no esquema, mas deixou de lado o Sindnapi, sindicato cujo vice-presidente é Frei Chico, irmão de Lula. Porém, não há evidência de que essa exclusão tenha sido intencional. A AGU atua com base em provas — e, se não houver indícios suficientes contra o sindicato, não pode bloquear seus bens. A acusação é política, não jurídica.

Quantos beneficiários ainda estão esperando seus benefícios?

Em novembro de 2025, havia 1,15 milhão de pedidos pendentes de aposentadorias, auxílios-doença e benefícios por incapacidade. Isso representa um aumento de 27% em relação ao ano anterior. A CPMI aponta que o esquema de fraudes, que movimentou R$ 6,3 bilhões, contribuiu diretamente para essa crise, ao desviar recursos destinados ao pagamento de benefícios.

Por que a CPMI pediu prorrogação?

A comissão já ouviu 47 testemunhas e ainda precisa analisar documentos de 18 sindicatos, 12 empresas de fachada e os relatórios do TCU. O prazo original de 7 meses era insuficiente. A prorrogação de 60 dias permitirá ouvir gestores do INSS, peritos e ainda examinar transações financeiras complexas que exigem análise contábil detalhada.

Quem são os principais suspeitos ainda não convocados?

O relator Jhonatan de Jesus afirmou que quatro pessoas receberam R$ 10 milhões cada em repasses irregulares — mas não revelou seus nomes. Entre os possíveis alvos estão ex-dirigentes do INSS, empresários ligados a sindicatos e contadores de empresas de fachada. A CPMI ainda precisa investigar o papel da Receita Federal e da Polícia Federal nesse processo.

A CPMI pode resultar em processos criminais?

Sim. A comissão já encaminhou 12 processos à PGR e à Polícia Federal, com base em depoimentos e documentos. Os principais alvos são os operadores do esquema, como Careca do INSS, e os empresários que criaram empresas de fachada. Caso a CPMI comprove fraude, lavagem de dinheiro ou corrupção ativa, os envolvidos podem ser indiciados e, eventualmente, presos.

Tags: CPMI do INSS Lulinha Jorge Messias Brasília politização da investigação
  • dezembro 5, 2025
  • marcus williford
  • 20 Comentários
  • Link Permanente

RESPOSTAS

Ramon Bispo
  • Ramon Bispo
  • dezembro 5, 2025 AT 22:55

Sério? A oposição tá tentando transformar uma CPMI em reality show. Lulinha? Jorge Messias? Cadê o Careca do INSS? Isso aqui é sobre fila de aposentado, não sobre quem bebeu cerveja com o Lula no domingo.

aline Barros Coelho
  • aline Barros Coelho
  • dezembro 6, 2025 AT 18:20

A estrutura de poder no INSS opera como um sistema de controle hierárquico onde a obstrução procedural é utilizada como mecanismo de deslegitimação epistêmica. A ausência de prova direta não invalida a correlação indireta - o que está em jogo é a lógica de captura institucional.

Aldo Henrique Dias Mendes
  • Aldo Henrique Dias Mendes
  • dezembro 8, 2025 AT 13:43

Fala sério, pessoal. A gente tá perdendo tempo com nomes que não têm ligação concreta enquanto 1,15 milhão de pessoas ainda esperam o benefício. A CPMI tá no caminho certo: foco no que realmente importa. Quem quer justiça, quer solução, não polêmica.

Soraia Oliveira
  • Soraia Oliveira
  • dezembro 9, 2025 AT 22:21

Ah, claro. Tudo bem, só não convocam o Lulinha porque é filho do presidente. Mas se fosse filho de Bolsonaro, já tava preso com direito a live no TikTok. Essa é a democracia de vocês?

Larissa Lasciva Universitária
  • Larissa Lasciva Universitária
  • dezembro 10, 2025 AT 10:48

Lulinha tá no mira msm? kkkkkk qnd o careca do inss ta na cadeia, aí a gente fala de filho. Mas até lá, vamo brincar de quem tem mais prova indireta? E o sindicato q n foi bloqueado? Tá tudo certinho né? kkkkkkkk

Lucas Pedro
  • Lucas Pedro
  • dezembro 11, 2025 AT 04:44

Pessoal, não vamos esquecer: o que importa é o aposentado que tá na fila. Se a CPMI tá avançando nos relatórios, nos dados do TCU, nos contratos fraudulentos - isso é o que muda a vida de milhões. Nada de distrações. Vamos apoiar o trabalho técnico!

Robson Oliveira
  • Robson Oliveira
  • dezembro 11, 2025 AT 09:41

e se o frei chico for o verdadeiro chefe de tudo? e se o messias ta protegendo ele? e se o coaf tiver sido manipulado? e se o lula ta mandando tudo do quarto da fazenda? e se... e se... e se... kkkk vcs nao veem o jogo? isso é só a ponta do iceberg

Natalia Assunção
  • Natalia Assunção
  • dezembro 13, 2025 AT 01:46

ISSO É O QUE IMPORTA 💪🔥 1,15 MILHÃO DE PESSOAS ESPERANDO O QUE É DELAS! NÃO É SOBRE LULINHA, NÃO É SOBRE MESSIAS, É SOBRE DIGNIDADE! VAMOS MANTER O FOCO E NÃO DEIXAR A OPOSIÇÃO DESVIAR O ASSUNTO! #INSSPARATODOS

Andrade Neta
  • Andrade Neta
  • dezembro 14, 2025 AT 02:28

A rejeição dos requerimentos, conforme o regimento interno da CPMI, foi tecnicamente adequada, uma vez que não foram apresentados elementos probatórios suficientes para justificar a convocação de testemunhas de natureza política. A legitimidade institucional prevalece sobre a especulação midiática.

Kleber Pera
  • Kleber Pera
  • dezembro 14, 2025 AT 12:01

Parem de fazer drama. A CPMI tá fazendo o trabalho dela com seriedade. Se a oposição quer provar algo, apresente prova. Não adianta jogar nomes na TV e esperar que a opinião pública acredite. Isso não é justiça, é teatro. 🤷‍♂️

Murilo MKT Digital Trevisan
  • Murilo MKT Digital Trevisan
  • dezembro 16, 2025 AT 02:59

A oposição tá morrendo de medo de perder o protagonismo. Se a CPMI não virar um reality show, ninguém vai clicar. Mas a verdade? A verdade tá nos relatórios do TCU, não nos tweets. E isso é chato pra quem vive de viralizar.

Paulo Victor Barchi Losinskas
  • Paulo Victor Barchi Losinskas
  • dezembro 16, 2025 AT 20:47

Se o Lulinha tivesse recebido R$ 300 mil por mês, ele tava comprando iate, não vivendo em São Paulo com um carro de 2015. Essa história toda é pura manipulação. E a oposição sabe disso. Eles querem o caos, não a verdade.

Rejane Rosa
  • Rejane Rosa
  • dezembro 18, 2025 AT 07:33

A gente precisa lembrar que por trás de cada número, tem uma pessoa. Uma avó esperando o benefício. Um pai com doença que não consegue pagar o remédio. Isso aqui não é política. É vida. 🌱

Luciana Diamant Martins
  • Luciana Diamant Martins
  • dezembro 19, 2025 AT 19:00

Foco no essencial. Filas. Benefícios. Justiça. Não nomes. Não especulações. O que importa é quem precisa.

Sérgio Pereira
  • Sérgio Pereira
  • dezembro 21, 2025 AT 13:10

Essa CPMI tá fazendo o que deveria: investigando o esquema, não a família. Se o Lulinha fez algo errado, vai ser provado. Mas não pode confundir investigação com vingança política. O povo quer é o dinheiro que lhe pertence.

Paulo Ignez
  • Paulo Ignez
  • dezembro 23, 2025 AT 08:09

O poder se esconde nas estruturas. Não nos nomes.

Tamires Druzian
  • Tamires Druzian
  • dezembro 25, 2025 AT 01:03

O que me intriga é como uma instituição tão complexa como o INSS pôde ser explorada por sindicatos que nem existiam há 10 anos. É um sistema que se autoalimenta. E o pior? A população não sabe nem que tá sendo roubada. A gente precisa de educação financeira, não só de CPMIs.

Alexandre Fernandes
  • Alexandre Fernandes
  • dezembro 26, 2025 AT 20:21

A verdadeira tragédia não é a corrupção. É que ela se tornou normal. A gente já não se espanta mais quando R$ 6,3 bilhões desaparecem. E isso é pior do que qualquer escândalo. Porque aí a gente deixa de lutar.

Mariana Guimarães Jacinto
  • Mariana Guimarães Jacinto
  • dezembro 27, 2025 AT 15:27

A rejeição da convocação de Lulinha foi um erro institucional. A oposição tem o direito de investigar qualquer ligação, ainda que indireta. A negação de provas circunstanciais é uma forma de censura disfarçada de rigor jurídico.

Leandro Sabino
  • Leandro Sabino
  • dezembro 29, 2025 AT 12:54

o que mais me deixa brabo é q o careca do inss ta solto enquanto a gente ta aqui discutindo se o filho do lula pegou 300k. se tivesse sido o filho de bolsonaro, já tava no mato. mas aí é só especulação né? kkkkkk vamo falar de prova, não de política. o que importa é o benefício q tá faltando. #inssparatodos

Escreva um comentário

Categorias

  • Esportes (106)
  • Entretenimento (35)
  • Política (19)
  • Esporte (11)
  • Economia (7)
  • Cultura (7)
  • Tecnologia (6)
  • Loterias (5)
  • Saúde (4)
  • Celebridades (4)

ARQUIVO

  • dezembro 2025 (3)
  • novembro 2025 (7)
  • outubro 2025 (17)
  • setembro 2025 (15)
  • agosto 2025 (5)
  • julho 2025 (3)
  • junho 2025 (3)
  • maio 2025 (5)
  • abril 2025 (4)
  • março 2025 (5)
  • fevereiro 2025 (7)
  • janeiro 2025 (2)

Menu

  • Sobre Nós
  • Termos de Serviço
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • LGPD

© 2026. Todos os direitos reservados.